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Lentamente, em
silêncio e sem provocar dor. É assim que age a osteoporose. Ano após
ano, os ossos vão enfraquecendo, ficando cada vez mais porosos e
delicados. E o aviso que a doença está instalada vem tarde, junto
com a primeira fratura. A partir daí, os efeitos podem ser
devastadores caso não seja feito tratamento: deformações, perda de
estatura e até invalidez. O problema é sério mesmo, principalmente
porque não tem cura, só controle (ufa!).
Os números são
alarmantes. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose,
na União Européia a cada 30 segundos uma pessoa sofre uma fratura
conseqüente de osteoporose (e essa é uma das maiores preocupações de
quem tem o problema). E mais: em 1990 foram registrados 1,7 milhão
de casos de fraturas no quadril em todo o mundo, segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS). A expectativa da OMS é que em
cinquenta anos esse número chegue a 6,3 milhões! Atualmente, a
maioria dos casos dessas fraturas é registrada na Europa e na
América do Norte. Mas a previsão é que 75% delas ocorra na Ásia,
África e América do Sul nos próximos cinquenta anos, por causa do
envelhecimento da população.
As mulheres têm
quatro vezes mais chances de desenvolver a doença do que os homens,
por causa das alterações hormonais. Apesar do alarme, a maioria
continua ignorando o risco de osteoporose e a necessidade de se
prevenir - você, por acaso, já tinha parado para pensar que também
corre esse risco? "A prevenção deveria começar no útero, com a
alimentação da mãe. São os cuidados durante a formação do esqueleto
que garantem a qualidade de vida na velhice", garante Eduardo de
Souza Meirelles, reumatologista, chefe do Grupo de Reumatologia do
Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Hospital das Clínicas, em
São Paulo.
Aos 20, 30 ou
40 anos, a saída para escapar da doença é apostar na prevenção - só
assim é possível evitar um futuro frágil. Saiba como lidar com a
osteoporose, um distúrbio que corre o risco de se tornar um problema
de saúde pública, segundo a Organização Mundial de Saúde. |